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“Há apetite nos clientes portugueses pelos financiamentos sustentáveis”, diz Gilbert Ranoux, CEO do banco Credibom

A diversificação da oferta, a aposta no financiamento sustentável e a evolução do PiscaPisca como ecossistema digital de mobilidade marcam a estratégia recente da instituição financeira.

O Banco Credibom é uma instituição financeira do Grupo Crédit Agricole, com atividade em Portugal no crédito ao consumo e no financiamento automóvel. No âmbito da sua oferta para o segmento automóvel, inclui também o PiscaPisca, portal de carros usados do Banco Credibom. Ao longo dos últimos anos, o banco tem reforçado o seu posicionamento no mercado através de uma oferta centrada na simplicidade, rapidez e proximidade ao cliente, mantendo uma forte ligação a parceiros comerciais e a canais digitais. “Nos últimos anos evoluímos muito, principalmente em termos de diversificação e de diferenciação. Quase 90% do nosso negócio era para financiamento de carros usados e agora representa 70%. Crescemos muito em crédito pessoal, crédito ao consumo e equipamento para o lar”, diz Gilbert Ranoux, CEO do banco Credibom, ao Jornal Económico.

Mais recentemente, o Banco Credibom tem vindo a destacar o seu papel na transição para uma mobilidade mais sustentável, com soluções de financiamento dirigidas a veículos elétricos e a projetos de eficiência energética. Em 2026, lançou também a solução Planeta+, pensada para apoiar investimentos com impacto ambiental positivo. O principal objetivo é disponibilizar condições de financiamento para um conjunto alargado de projetos, desde a aquisição de veículos elétricos e híbridos, bem como obras de melhoria do desempenho energético das habitações. Entre estas intervenções incluem-se a substituição de janelas, a instalação de painéis solares, o reforço do isolamento térmico ou a otimização de sistemas de aquecimento e arrefecimento. Num contexto de crescente procura por soluções sustentáveis, o Planeta+ procura reduzir a barreira do investimento inicial, permitindo que mais clientes avancem com decisões de maior eficiência energética e menor impacto ambiental.  “Há um apetite nos clientes portugueses pelos financiamentos sustentáveis e, por isso, temos alguns produtos para investimentos na renovação energética. Adaptámo-nos às novas realidades e necessidades do mercado”, acrescenta o gestor.

Do ponto de vista estratégico, o banco tem procurado combinar desempenho operacional com uma abordagem responsável, valorizando a confiança, a inovação e a capacidade de adaptação às necessidades do mercado. A certificação B Corp reforça essa leitura, ao consolidar a imagem de uma instituição que procura alinhar crescimento com práticas empresariais responsáveis. “Somos uma empresa que quer fazer lucro, mas com um sentido de utilidade para a sociedade”, sublinha Gilbert Ranoux.

O Banco Credibom tem vindo a revolucionar o mercado em Portugal. O que começou por ser um simples motor de busca agregador para quem procurava um carro usado, tem vindo a evoluir de forma consistente e a ampliar a sua oferta de serviços para os consumidores. Desde a sua criação em plena pandemia, o PiscaPisca (piscapisca.pt) pretende ser uma plataforma totalmente integrada, onde o consumidor pode pesquisar, comparar, financiar, segurar e manter o seu carro num único espaço digital, seja no site ou na app. Nesse sentido, foi desenvolvido um conjunto de ferramentas e serviços para compradores e vendedores, que permite facilitar toda a jornada de pesquisa e compra de veículos usados. Além de conteúdos informativos para a criação de um verdadeiro ecossistema de mobilidade integrada.  “É uma forma de aumentarmos a nossa proposta ao cliente, de fazerem uma compra mais fácil e transparente”, afirma Gilbert Ranoux.

Para além da evolução da sua oferta e do reforço da aposta em soluções sustentáveis e digitais, o Banco Credibom defende também o papel do crédito ao consumo como um motor da atividade económica. Na perspetiva da instituição, este tipo de financiamento contribui para dinamizar o investimento das famílias, estimular o consumo e apoiar o crescimento da economia nacional. Neste contexto, Gilbert Ranoux destaca o impacto macroeconómico do setor: “Um aumento de 10% no crédito ao consumo significa um crescimento adicional de 0,25% no PIB português”.