Os atuais desenvolvimentos têm um passado. Realidades complexas, instáveis. Importa assumir fragilidades e romper com moralismos ou radicalismos. Em direção a uma resistência informada. A um entendimento maior sobre o que é ser-se humano. Lúcido e capaz de ‘esperançar’, verbo raramente conjugado e que também remete para “confiar”. Confiar em quem? Em quê? Na realidade? Na encenação?
Guiné-Bissau e Portugal entre a memória e o arquivo
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Olhar criticamente o passado colonial e as suas reverberações no presente. Eis o cerne do trabalho da artista portuguesa Filipa César. Quinze anos de idas e vindas, de reflexão, questionamento. Em Serralves, a artista convida o público a pensar. Frontalmente e sem branqueamentos.