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Guerra no Irão à espera da cimeira de Pequim

As negociações estão suspensas por eventuais decisões que venham a ser tomadas entre os Estados Unidos e a China. Pequim apoia a abertura do Estreito de Ormuz e um Irão sem armas nucleares.

O governo chinês de Xi Jinping informou a administração Trump de que apoia a abertura do Estreito de Ormuz à navegação livre e, mais importante ainda, um Irão sem armas nucleares. Segundo avança a imprensa norte-americana, há assim um alinhamento das duas superpotências económicas – sendo a China a mais distinta apoiante do regime de Teerão – num dos temas centrais da política dos Estados Unidos em relação ao Irão. Não são necessariamente boas notícias para o país do Médio Oriente, que vê assim limitadas as suas pretensões a transformar-se numa potência regional. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, presente na delegação dos Estados Unidos na visita a Pequim, deixou claro que o tema é central para a sua administração e que, se Pequim não a apoiar, será difícil um entendimento comum noutras áreas.
“Ambos as partes concordaram que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto para garantir o livre trânsito de energia. O presidente Xi Jinping deixou clara a oposição da China à militarização do estreito e a quaisquer esforços para impor taxas pelo seu uso”, lê-se num texto difundido pela Casa Branca.

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