O primeiro encontro com a obra de Chiharu Shiota deu-se em 2015, na 56ª Bienal de Arte de Veneza. No Pavilhão do Japão, a complexa teia de fios vermelhos suspensa do teto espraiava-se até tocar no solo e parecia engolir dois barcos toscamente esculpidos em madeira, que apontam em diferentes direções. Um emaranhado de chaves, centenas de chaves, pendem por todo o lado, presas nessa teia, muitas delas, e também espalhadas pelo chão. “Key n the Hand”, assim se chamava a instalação da artista japonesa que vive e trabalha em Berlim, na Alemanha.