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G7 volta a tentar isolar a China no quadro do comércio mundial

A cimeira do G7, que teve lugar esta semana em França, foi palco de novas iniciativas das sete maiores economias ocidentais (e seus aliados) assumidas como de confrontação com o poder crescente da China.

Os líderes do G7 aprovaram uma declaração conjunta para reduzir a dependência da China no fornecimento de minerais essenciais (como lítio e níquel, cruciais para tecnologias e baterias) para menos de 60% até 2030, com a ambição de atingir os 50% o mais brevemente possível. Os restantes seis países presentes acompanham assim os Estados Unidos, que há poucos meses formaram um grupo com países possuidores daquelas matérias-primas para conseguirem uma posição favorável no seu fornecimento. De qualquer modo, a intenção esbarra com o facto, não alterável, de a China ser o maior detentor do mundo de uma parte desses materiais.
Por outro lado, a União Europeia e os Estados Unidos uniram-se para conter a inundação de produtos chineses subsidiados nos mercados globais, o que tem gerado graves desequilíbrios comerciais, segundo os próprios. Mas a iniciativa não tem uma aderência total dos países do G7 – dado que alguns deles têm fortes ligações comerciais ao Império do Meio. A França tentou evitar um confronto aberto ou o isolamento total da China no quadro do comércio mundial – o que começou mesmo antes da cimeira: o presidente francês, Emmanuel Macron, promoveu uma inédita teleconferência que incluiu o governo chinês, os países do G7 e nações convidadas, com o intuito de discutir os desequilíbrios económicos globais. Pequim criticou as resoluções do G7 através de um comunicado onde pediu aos países do grupo que “cumpram efetivamente os princípios da economia de mercado” e deixem de utilizar regras de “pequenos círculos” para minar a ordem comercial internacional.

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