A família Amorim continua a liderar o ranking das 50 famílias mais ricas de Portugal da revista Forbes. De acordo com a revista, os maiores patrimónios nacionais valem cerca de 47,7 mil milhões de euros, o que equivale a 16,5% do PIB nacional. Face a 2024 a fortuna destas famílias aumentou 2,7 mil milhões de euros.
O top3 das famílias mais ricas conta ainda com a família Soares dos Santos e a família Guimarães de Mello.
Os dados da revista mostram que os cinco primeiros lugares equivalem a cerca de 17 mil milhões de euros, e englobam a família Azevedo e a Dionísio Pestana, que sobe de lugar em 2025.
Como metodologia a Forbes avaliou o património de cerca de 100 empresários portugueses, usando para isso as suas participações em sociedades cotadas e não cotadas. Em vários casos, naqueles em que não é possível aferir as participações específicas de cada membro, ou em casos de heranças indivisas, é avaliada a posição da família como um todo.
Para avaliar as empresas cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades à data de 2 de dezembro de 2025, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas. Nestas últimas utilizou-se o valor do mercado da casa-mãe, pois as empresas por ela detidas não podem ser livremente negociadas.
Para proceder às avaliações patrimoniais, nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes, e nas sociedades do grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBIDTA, utilizando para isso a lista dos múltiplos de Damodaran. Para encontrar o valor de mercado da empresa aplica-se o valor dos resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA), vezes o múltiplo do setor, excluindo-se ainda a dívida líquida. Nas sociedades imobiliárias, utilizou-se o valor dos capitais próprios. As empresas da banca não cotadas foram calculadas através da utilização do PER do setor aplicado sobre os lucros. Para as sociedades cotadas foi usado o valor bolsista das mesmas.