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Fertilizantes: Ureia a caminho dos 700 dólares a tonelada

Os custos com fertilizantes rondam os 40% de uma cultura. A subida do preço da energia, os problemas no estreito de Ormuz e a taxa de carbono são os ingredientes responsáveis pela escalada de preços.

Os fertilizantes voltaram a entrar numa espiral de subida que ameaça pressionar toda a cadeia alimentar. O azoto, base da maioria dos fertilizantes usados na agricultura, disparou no início desta semana, com o mercado internacional da ureia a acelerar rapidamente para cerca de 700 dólares por tonelada, num movimento que os analistas descrevem como diário. “A memória do choque de 2022, quando o preço ultrapassou os 1000 dólares por tonelada, volta a pairar sobre o setor”, alerta Marco Morais, presidente da Associação Nacional de Produtores e Importadores de Fertilizantes (ANPIFERT.)
Para muitos agricultores, os fertilizantes já ganharam uma nova designação: “o ouro do século XXI”. Estes produtos representam frequentemente 30% a 40% dos custos de produção agrícola, e o seu preço está diretamente ligado a uma variável crítica: a energia.

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