“Convido todos os democratas, progressistas e humanistas a juntarem-se a nós, para unidos derrotarmos o extremismo e quem semeia ódio e divisão entre os portugueses. Esta é a casa de todos os democratas e todos são bem-vindos”. António José Seguro lançou o repto no discurso de vitória da primeira volta das eleições Presidenciais, que arranca agora para três semanas de campanha até ao próximo dia 8 de fevereiro, altura em que os portugueses serão chamados novamente a votar para desta vez escolherem o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa em Belém.
E se nos seus discursos de balanço da campanha João Cotrim de Figueiredo apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), Luís Marques Mendes, apoiado pelo Governo, e o próprio Executivo na voz do primeiro-ministro, Luís Montenegro, se desmarcaram das suas intenções de voto, tal não se verificou em algumas figuras políticas outrora ligadas à direita partidária, que vieram a público, fosse nas televisões ou nas redes sociais manifestar o seu apoio à candidatura de António José Seguro.
Logo após o encerramento da noite eleitoral António Capucho, antigo secretário-geral do Partido Social Democrata (PSD) mostrou não só o seu apoio a Seguro, como expressou o seu descontentamento para com Luís Montenegro que anunciou a sua neutralidade entre as duas candidaturas, afirmando que “seria trágico para o país confiar a Presidência da República à extrema-direita”.
Fernando Negrão, ex-líder parlamentar do PSD com Rui Rio na liderança dos sociais democratas e ex-ministro da Justiça do governo de Durão Barroso, revela ao JE que “votarei em Seguro por uma questão de decência democrática e porque acredito num futuro solidário com aqueles que de facto precisam de ser ajudados”.
Depois de ter mostrado o seu apoio a Marques Mendes durante a campanha, Pacheco Pereira comentador político e militante do PSD, anunciou que irá votar em António José Seguro “sem nenhuma espécie de entusiasmo”. Já Miguel Poiares Maduro, antigo ministro do PSD e membro da comissão política de Marques Mendes, revelou que “apoiarei claramente e votarei em António José Seguro”.
“Não tenho a mais pequena dúvida em quem vou votar, isso é absolutamente claro e inequívoco: vou votar no António José Seguro”. Foi desta forma que Pedro Duarte, ex-ministro dos assuntos parlamentares do PSD e atual presidente da Câmara Municipal do Porto anunciou o seu voto. Por sua vez, José Miguel Júdice, mandatário de João Cotrim de Figueiredo Cotrim, disse que irá agora apoiar Seguro. “Vou votar com total determinação, sem qualquer preocupação, em Seguro”, afirmou.
Posições idênticas tiveram José Eduardo Martins, antigo secretário de Estado do PSD, Francisco Rodrigues dos Santos, ex-presidente do CDS, que realçou não ter “dúvidas rigorosamente nenhumas de que lado estou” e Mário Amorim Lopes, líder parlamentar da Iniciativa Liberal, seguindo a sua consciência e “à frente de interesses pessoais e partidários”.
Ainda à direita, António Nogueira Leite, antigo secretário de Estado do Tesouro e das Finanças no governo de António Guterres utilizou as suas redes sociais, para demonstrar o seu apoio a António José Seguro. “Esta direita está muito longe da direita de Ventura e não votará nele. Muito mais depressa vota em Seguro. É o meu caso e da maioria dos que conheço de perto”, reiterou.
Se na direita política o apoio a Seguro conta já com alguns nomes surpreendentes, o mesmo não sucede na esquerda com assento parlamentar, que manifestou o seu apoio ao candidato durante a noite eleitoral de domingo. Com o objetivo de “combater a radicalização da direita”, como referiu Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda. Sentimento partilhado Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes, co-porta-vozes do Livre e Jorge Pinto, candidato apoiado pelo partido.
Também António Filipe, candidato apoiado pelo PCP referiu que apesar de apelar ao voto em Seguro, não significa um apoio ao candidato, mas sim “a vontade imperiosa de derrotar o candidato André Ventura.
Já o PAN decide apoiar António José Seguro por representar “uma solução de equilíbrio, moderação e estabilidade, com sentido de Estado e compromisso com os valores democráticos”. Pedro Nuno Santos ex-líder parlamentar do Partido Socialista (PS) já havia manifestado o seu apoio durante a campanha e voltará a fazê-lo certamente na segunda volta. André Pestana, candidato a Belém também anunciou o seu apoio a Seguro.