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Dormir e sonhar num museu-hotel-palácio

O Museu de Arte Contemporânea Armando Martins é um destino cultural pioneiro que une arte, arquitetura e alojamento de luxo. Uma coleção de arte sonhou um museu num palácio, paredes-meias com um hotel de 5 estrelas. Difícil é resistir-lhe.

O impacto visual é imediato. O pé direito parece tocar o céu, os delicados frescos nas paredes enchem a retina e, suspenso, está um candeeiro surpreendente. Esta cascata de luz, toque de modernidade num ambiente do século XVIII, criada pelo ligh designer escocês Beau McClellan, é de uma delicadeza desconcertante. E torna a transição entre hotel e museu, ou vice-versa, numa experiência sensorial impactante. O MACAMHotel é uma das joias que integram o Palácio Condes da Ribeira Grande, em Lisboa, a par do Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (MACAM), fundado pelo empresário português para expor a sua coleção de mais de 600 obras, reunida durante cinco décadas.
Um sonho de longa data tornado realidade em março deste ano e recentemente distinguido com o Prémio Gulbenkian Património 2025 – Maria Tereza e Vasco Vilalva, um dos mais prestigiados galardões atribuídos a intervenções exemplares no património cultural. O espaço de 13.000 metros quadrados, reimaginado pelo ateliê português MetroUrbe, combina património histórico com uma marcante extensão contemporânea, onde se destaca a fachada desenhada pela premiada artista e ceramista portuguesa Maria Ana Vasco Costa.
O Tejo está mesmo ali ao lado, a vista, essa, espraia-se sobre as águas do rio, Belém e a Ponte 25 de Abril. Os detalhes são um plus neste elegante encontro de um hotel 5 estrelas com um museu de arte contemporânea, que tem a particularidade de expor os hóspedes a obras de arte da coleção Armando Martins logo no quarto/suite e corredores – um subtil convite para visitar o museu que habita o palácio.

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