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De como se recupera da Kristin até produzir e crescer com ambição

Academia, empresas, organizações e produtores debateram os desafios postos pelas tempestades e deixaram ideias para o futuro da agricultura.

O setor agroalimentar europeu pode atingir uma marca inédita em 2030: pela primeira vez, a balança comercial pode ser negativa no final desta década. O alerta foi deixado por Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh, orador do terceiro painel subordinado ao tema Produzir e Crescer com Ambição e Sustentabilidade. Moderado por Rute Xavier, professora da Universidade Católica, o painel contou com: Margarida Oliveira, presidente do INIAV, Macário Correia, presidente da AdP AQUA, José Calado, diretor regional do Alentejo do ICNF, e Gonçalo Rodrigues, antigo secretário de Estado da Agricultura.
O primeiro painel da manhã foi moderado por José Diogo Albuquerque, antigo secretário de Estado da Agricultura e foi dedicado à reconstrução da depressão Kristin. Na região de Odemira, a Vitacress tem cerca de 300 hectares de produção, praticamente a céu aberto e foi muito afetada pela tempestade, salientou o diretor-geral, Carlos Vicente, adiantando que o futuro passa “diversificar o risco e investir em tecnologia”. Luís Souto Barreiros, presidente do IFAP – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, defendeu que “flexibilidade e agilidade” são as melhores armas num mundo onde as alterações climáticas são o novo normal. “Temos que gerir o risco e ter instrumentos preparados para quando aparecem os problemas poder andar depressa”, afirmou. Já a vice-presidente da CCDR Alentejo, Helena Cortes Cavaco considerou que o Estado respondeu, apesar de tudo, mas... “Devemos e podemos aprender com o que aconteceu, e preparar-nos melhor para o futuro”, adiantou.
Bruno Caldeira, da Consulai, apresentou o plano de gestão ambiental que a Lusomorango está a desenvolver e envolve a certificação da pegada hídrica, carbono e ecológica. No debate que se seguiu, moderado por José D’Aguiar, partner da ALL Comunicação, participaram Filipa Saldanha, diretora de Sustentabilidade da Caixa de Crédito Agrícola, e Eduardo Bremm, diretor de Operações Ibéria da Driscoll’s. Em cima da mesa estiveram o financiamento sustentável e as certificações.

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