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“Deixem-nos inovar, produzir e alimentar”

Apoios : O presidente da Lusomorango deixou críticas ao Governo pelo facto dos fundos de apoio após as tempestades terem sido “insuficientes, tardios e alguns inexistentes”.

A abertura ficou marcada pelas críticas e desafios lançados por Loïc de Oliveira, presidente da Lusomorango, relativamente aos reptos que se colocam à agroindústria mas também aos apoios “insuficientes” no decurso das tempestades que assolaram o país, nomeadamente a Martinho (março de 2025) e Kristin (janeiro de 2026).
“Os últimos anos têm trazido desafios cada vez mais complexos como tempestades que levam em horas o que levou décadas a construir. Temos que investir em conhecimento e tecnologia para responder a fenómenos extremos. queremos aumentar a resiliência da nossa atividade”, destacou este dirigente.
Loïc de Oliveira deixou o repto ao Governo. “Sejamos claros: precisamos de políticas públicas que mitiguem o risco e que os apoios públicos estejam à altura dos prejuízos”. E deu o exemplo do que aconteceu após as tempestades Martinho e Kristin relativamente aos apoios: “Os agricultores ficaram desiludidos, com apoios insuficientes e tardios, nalguns casos, inexistentes. Precisamos de um Estado resiliente mas que deixe a economia fluir sem entraves”.
O presidente da Lusomorango lançou para a discussão três limitações que se colocam ao setor: gestão da água, burocracia e as pessoas. “Temos que aumentar a retenção da água e modernizar o perímetro de rega do Mira. Na burocracia, não podemos continuar anos à espera de pareceres e da indefinição do ICNF. E quanto às pessoas, estas são o fundamento da nossa atividade, por isso precisamos de atrair talento e de integrar quem escolhe Portugal para trabalhar e isso exige escolas, serviços públicos, habitação”.
O responsável enfatizou o estudo da EY que corporiza a importância da fileira dos pequenos frutos em Portugal (que triplicou a produção em dez anos): um impacto económico de 1.037 milhões, 34.369 postos de trabalho, 580 milhões em produção e exportações de 398 milhões.

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