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Crise em Ormuz atira UE para primeiro défice comercial desde 2023

Balança : Novo disparo nas importações energéticas significa que o segundo trimestre fechou com um défice comercial de 21,8 mil milhões de euros, o primeiro desde 2023. Compras à China continuam a subir e a preocupar.

A UE regressou no segundo trimestre deste ano aos défices comerciais, registando uma deterioração da balança com o resto do mundo à boleia da guerra iniciada por norte-americanos e israelitas contra o Irão e que levou à paralisação do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Os dados do Eurostat não deixam margem para dúvidas: com 701,8 mil milhões de euros importados contra 680 mil milhões exportados, a UE registou um saldo negativo da balança comercial pela primeira vez desde o segundo trimestre de 2023, quando outra crise energética levou a um disparo no valor das importações para o Velho Continente.
Desta feita, o cenário não é muito distinto. A componente energética foi a principal responsável por este resultado, com o défice na energia a aprofundar-se de 71,3 mil milhões de euros nos primeiros três meses deste ano para 101,1 mil milhões no segundo trimestre. Na mesma linha, as matérias-primas também viram uma deterioração do saldo, cujo défice se aprofundou de 7,9 mil milhões de euros para 9,4 mil milhões, bem como outros bens industriais, de 8,3 mil milhões para 9,1 mil milhões.
Já a componente de veículos e maquinaria viu uma redução do seu excedente de 24,9 mil milhões de euros para 23,3 mil milhões, detalha a nota do gabinete de estatísticas europeu.
A melhoria nos excedentes nos bens químicos (de 47,1 mil milhões de euros para 54 mil milhões) e dos bens alimentares (de 10,7 mil milhões de euros para 11,5 mil milhões) foram insuficientes para compensar esta deterioração.

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