“Somos 25 funcionários e a S4D é para manter, com as adaptações que a creche exige”, diz Inês Poeiras, diretora executiva da Caminhos da Infância, associação que gere a creche, ao Jornal Económico.
Como qualquer estabelecimento de ensino, esta creche funciona de segunda a sexta-feira o que arrasa o mito de que para ter a semana de quatro dias é preciso encerrar um dia.
“Vamos adaptando ao ritmo do nosso plano de atividades e às necessidades do todo. Mas é importante também perceber que estas decisões não são uma imposição das chefias, mas sim o fruto de uma reflexão da equipa”, explica Inês Poeira. Por exemplo, em setembro trabalharam os cinco dias da semana por ser um período de adaptação de crianças e famílias, e em outubro arrancaram em “modo híbrido” (de duas em duas semanas).
Inês Poeira adianta ao JE que “o absentismo tem sido uma batalha ganha, mas a retenção ainda não é garantida”. Aqui entram outros fatores como os elevados salários da rede pública com os quais uma IPSS (Instituição Pública de Solidariedade Social) não consegue competir.
Na creche, uma grande dificuldade era garantir o número de efetivos necessários ao funcionamento diário sem beliscar a rotina das 92 crianças. No piloto, a redução de 15% das horas trabalhadas obrigou a contratar uma pessoa, aumentando os efetivos em 5%. Este custo foi compensado com ajustes nos benefícios extrassalariais oferecidos e menos um dia no subsídio de refeição. AR
Creche lisboeta ganha batalha do absentismo e mantém medida
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O Centro Infantil Maria de Monserrate, em Lisboa, foi a primeira creche do mundo a testar a semana de trabalho de quatro dias (S4D) num projeto piloto.