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Crédito Agrícola com lucros consolidados de 172,2 milhões a caírem 23,3%

O Grupo Crédito Agrícola obteve um resultado líquido acumulado de 172,2 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, correspondente a uma redução homóloga de 52,2 milhões de euros, ou seja, uma queda 23,3% explicado pela queda da margem financeira.

O Grupo Crédito Agrícola obteve um resultado líquido acumulado de 172,2 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, correspondente a uma redução homóloga de 52,2 milhões de euros, ou seja, uma queda 23,3% explicado pela queda da margem financeira.

A rentabilidade de capitais próprios ascendeu a 11,8% no 1º semestre.

O produto bancário core cifrou-se em 467,7 milhões de euros, registando uma quebra homóloga de 52,9 milhões de euros (-10,2%), fruto do decréscimo de 65,4 milhões na margem financeira (-16,4% face ao primeiro semestre de 2024) para 333,5 milhões de euros no semestre, apesar do crescimento nos resultados de contratos de seguros de 8,7 milhões de euros (+18,6% face ao semestre homólogo do ano anterior) e de 3,8 milhões de euros nas comissões líquidas (+5,1%).

O produto bancário total ascendeu a 464,6 milhões de euros, recuando 11,2% face ao período homólogo.

Os resultados do banco foram ajudados pela melhoria homóloga do resultado de operações financeiras em 9,3 milhões de euros, para 11,8 milhões.

Do lado dos custos, verificou-se um aumento do crescimento dos custos de estrutura em 6,9% para 234,7 milhões decorrentes sobretudo do esforço do Grupo com o aumento de custos com pessoal em 9,3%.

Assim, o rácio de eficiência registou uma evolução homóloga de +8,5 p.p. para 50,5%, face aos 42,0% que se registaram no período homólogo, justificado pelo crescimento dos custos operacionais.

Houve ainda uma redução de 26,6% dos Impostos pagos (menos quase 18 milhões face ao mesmo período do ano anterior), refere o banco.

O grupo revelou que se a conta de resultados teve o impacto de um menor reforço de provisões e imparidades, de 3,1 milhões de euros o que compara com um reforço de 7,5 milhões de euros no semestre homólogo do ano anterior. As imparidades caíram num ano 58,5%.

"No decurso do 1º semestre de 2025, as imparidades e provisões do exercício foram reforçadas em 3,1 milhões de euros, o que compara com um reforço líquido de 7,5 milhões de euros no período homólogo. As provisões do exercício verificaram uma reversão líquida de 2,9 milhões, que compara com uma reversão líquida de 0,4 milhões de euros no 1º semestre de 2024 (uma variação homóloga positiva de 2,5 milhões de euros)", detalha o Grupo CA. Verificou-se um reforço líquido de imparidades de crédito no montante de 5,1 milhões de euros, incluindo o impacto positivo de 12,7 milhões em recuperações de créditos e juros incobráveis (créditos abatidos ao ativo), representando uma evolução positiva de 1,2 milhões, em comparação com o reforço de 6,3 milhões de euros registado no período homólogo.

"O montante das imparidades de crédito inclui ainda um reforço da componente de overlay, refletindo a incerteza macroeconómica, potencial impacto nas empresas das tarifas alfandegárias impostas pelos EUA, apesar de a monitorização da carteira de crédito não ter, para já, identificado casos de indícios relevantes que conduzissem a impactos materiais na imparidade", explica a instituição.

Consequentemente, o custo do risco de crédito cifrou-se em 0,04%, o que traduz uma redução marginal, de 0,01 p.p., face aos 0,05% registados no primeiro semestre do ano passado.

O rácio bruto de Non Performing Loans (NPL) situou-se em 4,3% em Junho de 2025, continuando a sua trajectória descendente de longo prazo, com uma melhoria de 0,3 p.p. por comparação com 4,6% no final de dezembro de 2024 e de 2,2 p.p. face a 6,5% em junho de 2024.

As imparidades de crédito acumuladas, com referência ao final de Junho de 2025, ascendiam a 337,1 milhões de euros, resultando numa cobertura de NPL por imparidades de crédito de 61,1%.

Durante o primeiro semestre a exposição imobiliária do Grupo CA reduziu 6,1% face a Dezembro de 2024, para 284,5 milhões de euros (exposição bruta directa e indirecta). A cobertura por imparidades da exposição imobiliária bruta cifrou-se em 54,0% no final de Junho de 2025 (53,4% no final de Dezembro de 2024).

O rácio Texas, determinado pelo quociente entre o stock de NPL e a soma dos capitais próprios tangíveis com o stock de imparidades, fixou-se nos 18,6% no final de Junho de 2025.

No balanço o banco registou um crescimento de 688,1 milhões de euros face a dezembro de 2024 (+5,4%) da carteira de crédito a clientes (bruto), para 13.430 milhões de euros, o que o banco agora liderado por Sérgio Frade diz que continua a ser superior à taxa de crescimento do mercado como um todo, cifrando-se a quota de mercado do Crédito Agrícola em 6,1%.

Na comparação anual, face ao primeiro semestre de 2024, a carteira de crédito subiu 10,9%.

Os depósitos de clientes ascenderam a 22.594 milhões de euros no final de Junho de 2025, o que compara com 22.019 milhões de euros em Dezembro de 2024 (+2,6%), com a quota de mercado do Crédito Agrícola a cifrar-se em 8,1% em Junho de 2025.

Os recursos de clientes do balanço (depósitos) subiram num ano, face ao semestre homólogo do ano anterior, 8,2%

Como tal, o rácio de transformação registou um acréscimo, de 56,4% no final de 2024 para 57,9% em Junho de 2025.

O grupo refere ainda que com referência a 30 de Junho de 2025, em cumprimento das regras CRD IV/CRR3, os rácios do Grupo Crédito Agrícola CET1 e Fundos Próprios Totais ascendiam a 23,7% (incluindo o resultado líquido do exercício), o rácio de alavancagem ascendia a 10,0% (incluindo resultado líquido do exercício), o rácio de cobertura de liquidez (LCR) atingia 372,3% e o rácio de financiamento estável (NSFR) 172,3%, "todos confortavelmente acima dos níveis mínimos recomendados ou requeridos".

O nível de fundos próprios de 2.790 milhões de euros (incluindo resultado líquido do exercício de Junho de 2025 no perímetro prudencial de 162,9 milhões de euros) e a dívida sénior emitida de 646,8 milhões de euros "permitem ao Grupo atingir um rácio MREL (Minimum requirement for own funds and eligible liabilities) TREA + CBR de 29,20%, superando desta forma o requisito mínimo em vigor desde Setembro de 2024 (25,79%), no âmbito do ciclo 2023, com margem de conforto de 3,41 p.p. à data de 30 de Junho de 2025", lê-se no comunicado.

Estes resultados são os últimos do anterior CEO, Licínio Pina.

Sérgio Raposo Frade, Presidente do Grupo Crédito Agrícola, comenta os resultados do grupo dizendo que “num semestre marcado por elevada incerteza e com taxas de juro em redução na zona euro, o Grupo Crédito Agrícola continuou a demonstrar a sua capacidade de crescimento, performance e a sua resiliência".

"O Grupo manteve a implementação da estratégia de melhoria da qualidade dos seus activos — um trajecto reconhecido pela Moody’s, que elevou o Baseline Credit Assessment da Caixa Central em um nível, para 'baa1'. Este upgrade é um marco importante no reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo Grupo, para a estratégia de financiamento de activos e posicionamento institucional do Grupo. É também motivo de orgulho o rating ESG de ‘2’ atribuído pela Sustainable Fitch, que nos coloca entre as 25% de instituições mais bem avaliadas em Sustentabilidade", destaca o novo CEO.