A condenação do ex-ministro e antigo número três do PSOE é o revés judicial mais duro para o círculo político de Pedro Sánchez e faz do caso Koldo o primeiro grande processo de corrupção com sentença definitiva ligado a um ex-membro do seu governo. A sentença foi conhecida poucos dias depois de a sua mulher, Begoña Gómez, ser obrigada a ir a tribunal por suspeitas de tráfico de influências, corrupção em negócios, peculato e apropriação indevida – sendo acompanhada por Cristina Álvarez, assessora, e pelo empresário Juan Carlos Barrabés – as duas foram obrigadas a entregar o passaporte (o que determina a proibição de sair do território nacional sem autorização judicial) e apresentarem-se periódicas em tribunal enquanto o processo estiver em curso. Dias antes, José Luis Zapatero, ex-chefe do governo e ex-líder do PSOE, teve de responder, na qualidade de arguido, por dois casos distintos: o resgate público de 53 milhões de euros da companhia aérea Plus Ultra, e a descoberta de joias no seu gabinete em Ferraz, no valor de 1,3 milhões de euros, cuja origem não está justificada.
Círculo de corrupção fecha-se em torno de Pedro Sánchez
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O Supremo condenou ex-ministro e um assessor. A mulher, Begoña Gomes, tem o passaporte cassado. O chefe do governo José Luis Zapatero foi constituído arguido.