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Cessar-fogo energético só está a servir os interesses russos

Kyev denuncia o corte na capacidade de resposta aos ataques russos e a União Europeia tenta encontrar uma alternativa para responder à ameaça da Casa Branca de cortar fornecimentos.

Às primeiras horas do dia 14 de outubro, quarta-feira, a Rússia atacou diversas instalações de energia elétrica, subestações e infraestruturas de gás que abastecem a capital da Ucrânia, Kyev, na tentativa de isolar a cidade. Nesse dia, os alvos foram 26 instalações do setor energético, ao mesmo tempo que drones e mísseis russos sobrevoavam complexos nucleares ucranianos. Na semana anterior, de 5 a 11 de outubro, houve cerca de 200 ataques a instalações do setor elétrico e 17 ao de petróleo e gás, segundo informação do Ministério da Energia. Ora, sendo o dia 11 de outubro aquele que o presidente dos Estados Unidos escolheu para informar que tinha chegado a um acordo de cessar-fogo energético com a Rússia e a Ucrânia, os relatos indicam que nada mudou. Ou quase nada. Kiev disse que as informações de que vinha dispondo para se defender dos ataques russos – disponibilizadas pelos Estados Unidos – deixaram de funcionar com a eficácia que se registava até então.
No dia 12, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou que as forças russas atingiram seis instalações energéticas no país, incluindo uma central em Kharkiv e uma unidade de produção de gás, deixando mais de 600 mil pessoas temporariamente sem eletricidade.

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