Governo, patrões e UGT chegaram a acordo, na última reunião, em sete pontos da proposta de alteração à lei laboral em que ainda não havia convergências. Entre eles a duração dos contratos a prazo, que se mantém como está atualmente na lei, caindo os novos limites propostos pelo Executivo. Mas estas alterações não constam do documento que foi levado ao órgão máximo da UGT, que esta quinta-feira votou contra a proposta de revisão laboral. A central sindical alega que não recebeu a proposta escrita do Governo com os pontos acordados a 6 de abril. Os patrões garantem que todos concordaram com a metodologia, após acordo em sete pontos, que vão desde os contratos a prazo, passando pelo banco de horas e outsourcing, até à reintegração após despedimento ilícito.
Ao secretariado nacional da central sindical acabou, assim, por ser apresentada a proposta revista, de 24 de março, que resultou do penúltimo encontro tripartido no ministério do Trabalho. Fonte da UGT justificou ao JE que o secretariado nacional não referenda propostas de “31 de boca”. Ou seja, que não foram incluídas numa nova proposta escrita. Ao JE Armindo Monteiro, presidente da CIP, assegura, porém, que a metodologia proposta pela ministra do Trabalho foi combinada na reunião desta segunda-feira.
“Foi combinado na última reunião que não seria distribuído nenhum documento para não criar ruído até à reunião do secretariado nacional da UGT. Todos os parceiros aceitaram esta metodologia”, avança Armindo Monteiro. O líder da CIP dá conta de que houve convergência em sete pontos “numa tentativa esforçada de acordo”.
Central votou proposta sem pontos finais já acordados
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Polémica : Central sindical alega que não recebeu proposta escrita do Governo com os pontos acordados a 6 de abril. Patrões garantem que todos concordaram com metodologia. Foi a votos proposta revista de 24 de março.