Não alcancei o resultado que queria", afirmou Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, lamentando que ainda há tabus em Portugal, incluindo o de ter uma mulher na Presidência da República. A candidata afirmou ainda perceber a preocupação de "todos os democratas" com "esta radicalização da direita em Portugal".
António Filipe, candidato apoiado pelo PCP, acredita que esta "campanha valeu a pena", apesar dos resultados da candidatura. "Creio que muitas pessoas votaram na candidatura de António José Seguro por terem o receio de que pudesse haver dois candidatos mais à direita na segunda volta", afirmou, acrescentando que isso terá pesado "muito na cabeça dos eleitores". Apesar do resultado, António Filipe admitiu não se arrepender "desta candidatura", considerando que "esta campanha valeu a pena".
Já o candidato presidencial Manuel João Vieira disse que irá candidatar-se a umas próximas eleições presidenciais e considerou, mesmo que paradoxalmente, que “esta vitória é uma derrota” e que “esta derrota é uma vitória”. “Vestindo outros trajes, mais velho, mas voltarei”, disse o candidato presidencial, numa reação às projeções na sua sede de campanha, em Campo de Ourique, enquanto jantava “carne com arroz amarelo”.
Apesar das projeções colocarem a sua candidatura num resultado residual, Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, considerou que cumpriu os objetivos a que se propôs, nomeadamente ao forçar o debate em torno da defesa da Constituição. “Obrigámos os outros candidatos a vir a jogo e a dizer o que fariam”, afirmou, sublinhando que este é “apenas o começo”.