O Novobanco recebeu o notificado da decisão de fit and proper do Banco Central Europeu (BCE) relativamente aos membros do Conselho de Administração Executivo para o mandato de quatro anos (2025–2028).
A administração executiva do banco para o novo mandato mantém-se igual à anterior e é composta por
Mark Bourke – Chief Executive Officer (CEO); por Benjamin Dickgiesser – Chief Financial Officer (CFO); por Luís Ribeiro – Chief Commercial Officer Corporate (CCOC); por João Paixão Moreira – Chief Commercial Officer Retail (CCOR); por Patrícia Fonseca – Chief Legal, Compliance and Sustainability Officer (CLCSO); por Carmen Garcia Gonçalves – Chief Risk Officer (CRO); e por Rui Fontes – Chief Credit Officer (CCO).
Esta lista foi comunicada ao mercado a 26 de março e faltava apenas a luz verde do regulador que chegou entretanto.
Carmen Garcia Gonçalves é a novidade no Conselho de Administração executivo do Novobanco para o mandato 2025-2028. É a nova administradora com o pelouro do risco, ocupando o lugar que foi deixado vago por Carlos Brandão, que foi despedido do banco no início do ano por causa de operações suspeitas.
O Novobanco foi vendido ao grupo francês BPCE e segundo avançou o jornal "Público" no início deste mês de agosto foi assinado com a Lone Star o contrato de compra dos 75% do capital da instituição financeira, faltam agora as autorizações do BCE e da DGComp europeia para que essa aquisição seja concluída.
Mas ainda não foi assinado o contrato de compra dos 25% com os outros dois acionistas, o Fundo de Resolução com 13,5% e a Direção Geral do Tesouro com cerca de 11,5%. O que irá também ser em breve, tal como previsto no memorando de entendimento.
Recorde-se que o CEO do BPCE, Nicolas Naimas, disse aos jornalistas que tenciona também manter Mark Bourke como CEO. “Isto não é uma fusão, é um investimento no Novobanco”, sublinhou.
O Grupo BPCE clarificou ao Jornal Económico que “não estão previstas alterações na administração do Novobanco”.