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Avenidas: startup quer fechar o ano com crescimento de 20% na faturação

Depois de lançar uma nova unidade, o Drop, a startup portuguesa especializada em transporte e logística urbana prepara-se para fechar o ano com um aumento da faturação acima de 20%, chegando aos 10 milhões de euros de faturação.

A poucos meses de celebrar uma década de existência, a startup portuguesa Avenidas, pretende fechar este ano a ultrapassar os 10 milhões de euros de faturação, um valor que representa um aumento de 20% face ao ano anterior.

Este ano a startup especializada em transporte e logística urbana alargou o seu leque de atividade, com o lançamento da Avenidas Drop, a nova unidade de logística urbana e entregas rápidas.

Ao Jornal Económico (JE), Manuel Salema Reis, CEO da Avenidas, afirmou que o novo negócio nasceu porque “identificámos necessidades reais em clientes de e-commerce, restauração e retalho, nomeadamente para armazenar”. Assim, o Drop combina armazenamento seco e refrigerado.

A startup tem centros urbanos de distribuição nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, e consegue entregar nessas áreas “em 30 minutos”, já para Portugal continental as entregas podem demorar 48 horas.

Esta unidade tem dois tipos de clientes, B2B e B2C, ou seja, tanto há marcas que "recorrem a nós para criar um canal de e-commerce e nós fazemos chegar as encomendas ao cliente final, e depois temos restaurantes que nos utilizam como uma extensão do seu espaço para ter mais stock de oferta aos seus clientes”, explicou.

“O Drop nasce como uma evolução natural do que nós já fazíamos na gestão de frota, distribuição, armazenagem urbana e entregas rápidas. Mas agora juntámos tudo numa só unidade, com toda a tecnologia integrada e ambição de escala”, referiu. Com a premissa de resolver três grandes problemas, “custos fixos demasiado altos, falta de previsibilidade e baixa eficiência”, revelou.

Assim a nova unidade junta todo o know-how que a startup tem a experiência que já tinha das restantes unidades. Apesar de ainda estar operacional há pouco tempo, Manuel Reis apontou que um dos desafios que esta unidade enfrentará será o operacional. Este desafio vai desde “questões de previsibilidade da procura e da oferta, desafios de recursos humanos que nos permitam ter capacidade para responder às necessidades dos clientes”.

Até ao momento, a nova unidade não necessitou de grandes investimentos por parte da startup, uma vez que juntou muita equipa que já disponha e já contava com uma pipeline de clientes bastante extensa.

A unidade conta com 20 clientes, e tem como objetivo atingir uma faturação de um milhão de euros no próximo ano. Quanto a investimentos, o CEO da Avenidas estima que o “plano a cinco anos já pode envolver abrir centros logísticos em mais cidades”.

Quase a celebrar dez anos, Manuel Reis revelou que o percurso da Avenidas exigiu um “grande sacrifício” com vários desafios a nível operacional, mas “conseguimos passar a ser uma empresa profissional e madura”, afirmou.