Já não é ficção científica. O uniforme de um soldado pode sentir, reagir e até protegê-lo de ameaças invisíveis. Em Portugal, essa revolução já começou e ganha forma nos laboratórios e centros de investigação que estão a redefinir o conceito de defesa. Mais leves, mais inteligentes e até mais sustentáveis — assim se vestem os soldados do futuro.
No centro desta transformação está o Centro Tecnológico das Insdústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), que lidera e participa em alguns dos mais ambiciosos projetos europeus na área dos têxteis avançados aplicados à defesa. A missão é clara: desenvolver soluções que aumentem a proteção, o desempenho e a sobrevivência dos militares no terreno. Uma farda confecionada com têxteis inteligentes pode salvar a vida de um soldado. O Fundo de Defesa Europeu (FED), ligado à implementação da Estratégia Global da União Europeia (EU) para a Política Externa e de Segurança, em matéria de segurança e defesa, reservou 8,8 mil milhões para investir nesta fileira, entre 2020 e 2027. Em 2025, as despesas estimadas dos Estados-membros com a defesa rondaram os 381 milhões de euros.
As inovações portuguesas que vestem a guerra
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Monitorizar batimentos cardíacos, camuflar, proteger das balas e dos gases tóxicos, são funcionalidades dos tecidos inteligentes. Há empresas nacionais no pelotão da frente em I&D.