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António José Seguro: "Jamais serei contrapoder mas serei um Presidente exigente"

O antigo líder do PS fez o discurso de vitória nas Caldas da Rainha. António José Seguro, de 63 anos, ganhou este domingo a segunda volta das eleições presidenciais e vai suceder a Marcelo Rebelo de Sousa. Lançou vários recados ao Governo mas deixa a garantia relativamente a esta legislatura: “Não será por mim que ela será interrompida”.

António José Seguro, Presidente da República eleito este domingo, dirigiu a primeira palavra do discurso de vitória a quem perdeu a vida na catástrofe que atingiu Portugal nos últimos dias e ainda às empresas e famílias que estão a recompor a sua vida.

"A minha primeira palavra é de pesar pelas 15 vidas perdidas pela catástrofe que nos atingiu e de solidariedade total para quem ainda não consegue fazer a sua vida normal, seja família ou empresa. A solidariedade dos portugueses foi heróica mas não pode nunca substituir o apoio do Estado", começou por realçar.

António José Seguro tratou logo de deixar um recado ao Governo: "Os 2,5 mil milhões prometidos têm que chegar ao terreno: não vos esquecerei e nem vos abandonarei. Precisamos de um país preparado e não surpreendido. Saúdo todos os que foram votar e que deram voz aos valores que acreditamos. Os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia".

"A maioria que me elegeu extingue-se esta noite. Servirei Portugal no meu próprio estilo, sem amarras, sou livre: a minha liberdade é a garantia da minha independência", referiu.
 
O vencedor da noite eleitoral deixou nova mensagem ao Governo e como será a sua relação com o Executivo: "Jamais serei um contrapoder mas serei um Presidente exigente. A estabilidade política é um meio para a governabilidade e não um fim para manter tudo na mesma. Abre-se um novo ciclo de três anos sem eleições: não há desculpas para resolver a saúde, habitação, e na criação de condições de vida para todos os portugueses".

No discurso de vitória, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, Seguro foi questionado sobre a duração da legislatura e respondeu: “não será por mim que ela será interrompida”.

“Prometi a lealdade e cooperação institucional com o Governo. Cumprirei a minha palavra. Jamais serei um contrapoder, mas serei um Presidente exigente com as soluções e com os resultados”, enfatizou.