O presidente do Chega subiu ao palco para reagir aos resultados que o derrotaram na segunda volta das presidenciais. “Tive a oportunidade de conversar com António José Seguro, a quem transmiti as felicitações e um voto de um grande mandato. O sucesso de António José Seguro à frente de Portugal será o sucesso de todos”, começa por dizer.
O líder do Chega conseguiu 33,2% dos votos, enquanto a Aliança Democrática 31,21% dos votos nas legislativas de 2025. “Superámos a percentagem da AD. É justo dizer que, não tendo vencido, os portugueses colocaram-nos no caminho para governar o país. Vamos liderar a direita em Portugal”.
“Fizemos o suficiente para dizer que não nos ajoelharemos”, acrescenta. “As eleições são sempre momento de escrutínio”, diz, revelando que sente que “pode demorar mais ou menos, mas este movimento é imparável e que, cedo ou tarde, Portugal vai mesmo mudar. Vamos em breve governar este país”.
“O que me proponho é tão somente continuar nessa luta, a luta de um povo inteiro, contra as elites que sempre o tentaram destruir. O mesmo sonho de Sá Carneiro: o sonho de conseguir uma maioria que faça a diferença e a mudança”, conclui.
O candidato lamentou que os portugueses tenham escolhido "o caminho da continuidade" ao eleger o adversário, António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, como Presidente da República.
"Escolheram eleger um presidente da área do Partido Socialista que representa a continuidade do sistema político tal como o temos e o conhecemos em Portugal. Discordámos nisso, lutámos contra isso, entendemos que isso era o caminho errado. Mas travámos o bom combate, travámos a batalha com as armas que tínhamos, fomos terra a terra procurar convencer os portugueses, com o sistema inteiro contra nós procurámos convencer, mobilizar, mostrar que era possível outro país. Com uma grande parte do país, da Europa e do mundo contra nós, com Bruxelas contra nós, com todos contra nós, conseguimos ainda assim o melhor resultado de sempre. Não vencemos, mas estamos no caminho dessa vitória", sustentou.