Eliminado por um ataque cirúrgico do exército de Israel logo no início da guerra, a 28 de fevereiro, as cerimónias fúnebres oficiais do anterior líder supremo do Irão, Ali Khamenei, vão decorrer entre 4 e 9 de julho, motivo pelo qual as negociações – diretas ou indiretas – estão suspensas. A imprensa iraniana afirma que as cerimónias decorrerão em regime de cortejo (não se restringindo à capital) e que entre 15 e 20 milhões de iranianos marcarão presença. Dito de outra forma: as cerimónias fúnebres serão, evidentemente, um momento de catarse nacional, que contribuirão ainda mais para consolidar o sentimento de nacionalidade e de pertença. Ou seja, o regime – que a guerra era suposto ter obliterado – tornar-se-á ainda mais forte e o novo líder, Mojtaba Khamenei (filho de Ali), não terá dificuldade em continuar a dirigir o país, na ausência de qualquer oposição minimamente organizada.
Acordo de paz em pausa para cerimónias fúnebres de Ali Khamenei
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Teerão tem tempo para voltar às negociações, mas o presidente norte-americano, Donald Trump, nem por isso. As eleições intercalares aproximam-se e essa é a melhor arma do Irão para acabar impondo a sua vontade.