O maior evento de design do mundo, coisa pouca, portanto, está prestes a transformar as ruas de Milão numa mistura eletrizante de design, arquitetura e inovação. De 20 a 26 de abril, a criatividade é celebrada em grande e com estilo na cidade italiana onde tudo começou. E antes de mergulharmos neste festim para os sentidos – que procura resolver problemas conciliando funcionalidade e estética – comecemos por aí, pelo princípio. Quando ainda não se falava em sofisticação, mas sim em “modéstia”. Ou melhor, simplicidade.
Foi em 1961 que um grupo de fabricantes italianos de mobiliário lançou uma feira comercial, o Salone del Mobile. Objetivo? Promover o design italiano fora de portas. O que começou por ser um evento da indústria foi conquistando paulatinamente a cidade. Na década de 1980, outro evento fundacional colocaria Milão novamente no mapa da inovação. Quando designers e marcas começaram a organizar as suas próprias exposições em apartamentos, palácios, pátios e fábricas abandonadas em diversos bairros de Milão. No fundo, dando forma ao que hoje conhecemos como o Fuorisalone.
Atualmente, as duas mostras têm lugar em simultâneo, para gáudio – e também desespero – de todos os que ali desaguam. Se o júbilo é facilmente explicável, pois Milão torna-se o epicentro de tudo o que há de mais entusiasmante a acontecer no “Planeta Design”, o desespero também. Como abarcar tudo? Da feira oficial às centenas de instalações espalhadas por bairros como Brera, Tortona, Porta Venezia e Isola, o drama está na escolha. Mas não é isso que afasta os mais de 300.000 visitantes que, todos os anos, passam apenas pela feira. As exposições ‘gritam’ por atenção, edifícios históricos habitualmente fechados ao público abrem as suas portas... por isso, o melhor é começar a explorar online tudo o que aí vem para desfrutar desta ‘maratona de design’.
A semana em que o Design aterra em Milão com estrondo
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Design : Não é uma revelação, apenas um lembrete. A Milano Design Week está prestes a começar. As marcas agitam-se, os palazzos suspiram pelo que aí vem. Interessa à indústria? Claro. Mas também a quem vive o design como linguagem do presente e do futuro.