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Nº 53 | 24 Julho 2026
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Entrevista
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Análise
Os Estados Unidos decidiram mergulhar o mundo numa guerra comercial e os medicamentos não escapam, mas o diretor executivo do HCP considera que o setor português está mais robusto e com capacidade de absorver estas perturbações. Ainda assim, continua a faltar uma política industrial que olhe para a saúde como um dos motores do crescimento nacional, enquanto no SNS o problema é sobretudo de gestão.
Num tempo em que a tecnologia avança mais depressa do que a capacidade de a prever, a medicina prepara-se para uma das maiores transformações da sua história. Entre IA, tratamentos personalizados e novos modelos de formação, o que está em causa não é apenas a forma como se tratam as doenças, mas como se entende o próprio ato de cuidar.
Portugal tem a correr 600 ensaios clínicos e 200 novas autorizações em curso. Cresceu, mas a burocracia e a espera pelas autorizações afasta o investimento internacional.
A pandemia foi um despertar para a dependência excessiva que a Europa tem de terceiros na área da saúde.
A resposta está a ser dada, a passos largos. Mas ainda é insuficiente.
Um novo enquadramento para fazer com que o setor seja mais competitivo, mas também para o tornar mais responsável.
As intenções de reindustrialização e de reforço da segurança europeia podem ser aproveitadas por Portugal. Mas requerem ação e outro enquadramento.
O EU Pharma Package vai mudar a forma como a indústria vende, distribui e garante medicamentos. O reforço da prevenção de ruturas vai levar os fabricantes, distribuidores, hospitais e entidades públicas para contratos mais densos, com obrigações de informação, stocks e contingência. Um novo mundo.