A nova geopolítica do medicamento nasceu no ano de 2020. No final de janeiro, a Organização Mundial de Saúde declarou a covid-19 como uma emergência de saúde pública de importância internacional, o nível mais alto de alerta previsto no Regulamento Sanitário. A 3 de março, a Índia restringiu, com efeito imediato, as exportações de 13 princípios ativos (API, na sigla inglesa) e de 13 medicamentos produzidos a partir deles. A lista incluía antibióticos vários, suplementos vitamínicos, um antiviral e até o analgésico e antipirético paracetamol, de uso corrente. Foi um choque. De repente, a União Europeia (UE) descobriu que não controlava as cadeias de abastecimento da saúde.
Nova geopolítica do medicamento à procura de autonomia
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A pandemia foi um despertar para a dependência excessiva que a Europa tem de terceiros na área da saúde. A resposta está a ser dada, a passos largos. Mas ainda é insuficiente.