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Autor
Samy Djavidnia
Notícias
Os limites do controlo entre o estádio e o estreito
Imagine esta cena no SoFi Stadium em Los Angeles — uma paisagem agora carinhosa e ironicamente apelidada de “Teherangeles” — onde setenta mil vozes se erguem numa única parede rítmica e ensurdecedora de som. “IRÃO, IRÃO, IRÃO, IRÃO”. No campo, a Team Melli segura um empate sem golos frente à Bélgica, perante um mar de verde, branco e vermelho que parece pertencer a outros tempos e lugares. Por um momento, o peso geopolítico do mundo parece ficar em segundo plano, substituído pela pura alegria do Mundial.
O Irão na língua da primavera
Nos últimos meses, o Irão voltou a ser tema de conversa em todo o mundo da forma mais habitual e trágica: através da linguagem da crise.
Entre a tirania e a intervenção, o futuro do Irão está ainda por escrever
Muito poucas pessoas lamentarão a morte de Ali Khamenei. Durante 47 anos, ocupou a cúpula de um sistema que defendeu a Revolução Islâmica através de repressão brutal, prisão e sacrifício de milhares e milhares de vidas, muitas das quais jovens.
O risco da equivalência: Irão, Gaza e os limites da solidariedade
A questão não surgiu num painel de discussão ou num debate televisivo. Ela surgiu discretamente e, depois, de forma cada vez mais insistente (e ruidosa), em conversas com pessoas em quem confio, respeito e amo, amigos e familiares que, como muitos de nós, tentam entender um mundo que parece cada vez mais incoerente.
Linhas de pertença: a migração e a nova Lei da Nacionalidade
Hoje Portugal fica mais Portugal.” As palavras do ministro António Leitão Amaro ecoaram na Assembleia da República, recebidas com aplausos que pareciam celebrar mais do que uma lei, celebravam uma filosofia de pertença, restrita e seletiva. No entanto, por trás desta celebração, esconde-se uma premissa preocupante: a essência de uma nação pode ser medida pela ascendência e pertencer é um privilégio, não um compromisso.
Os ecos de Srebrenica 30 anos depois – porque as atrocidades de hoje não podem ser ignoradas
Há 30 anos, Srebrenica tornou-se o primeiro genocídio na Europa a ser legalmente reconhecido por um tribunal internacional desde a Segunda Guerra Mundial. O seu nome é agora sinónimo de falha na proteção, de paralisia das instituições internacionais e do custo devastador de desviar o olhar.
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