Senhor de uma carreira fulgurante, Dominic Perrault, arquiteto e urbanista francês, recebeu a sua primeira encomenda aos 28 anos, uma fábrica em Châteaudun. Aos 36 traçou um complexo habitacional e a escola de engenharia de Marne La Vallée, que hoje acolhe mais de 2000 alunos. Aos 40 venceu o concurso para a Biblioteca Nacional da França, esse colosso que equilibra introversão e extroversão: um terraço aberto e a sensação de conforto de um claustro. Quatro torres, um espaço. Desde então, os projetos sucedem-se nas mais diversas geografias. O velódromo em Berlim, o Centro Universitário da Universidade Ewha em Seul, a ampliação do Tribunal de Justiça da União Europeia no Luxemburgo ou a Aldeia Olímpica dos JO de Paris 2024, entre muitos outros. Esta semana, na Porto Academy, uma iniciativa que contou com o apoio do Institut Français du Portugal, falou sobre o papel da arquitetura nas questões ambientais e no futuro das cidades.
“Visitar uma cidade não deve ser um simples ato de consumo”
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Dominic Perrault, o arquiteto francês cujo traço está imortalizado na Bibliothèque Nationale de France, esteve esta semana em Portugal. Em entrevista ao JE, frisa o quão importante é aprendermos “novas formas de civilidade” e usarmos melhor “o que já existe”.