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Viktor Orbán cada vez mais perto do fim da sua carreira política

Com apenas dois anos de existência e vindo do mesmo quadrante político, o Tisza ameaça arredar o Fidesz do poder ao cabo de 16 anos. Péter Magyar pode vir a ser o próximo primeiro-ministro do país.

A apenas duas semanas das eleições parlamentares na Hungria, o primeiro-ministro Viktor Orbán parece estar a dirigir-se a passos largos para o ocaso da sua vida política: com o escrutínio marcado para 12 de abril, o partido de Orbán, o Fidesz, não consegue diminuir em nada a diferença que o separa do partido rival, o Tisza, liderado por Péter Magyar. Neste momento, o Tisza tem 48% de intenções de voto e o Fidesz 39%, com as linhas dos gráficos das sondagens a manterem-se paralelas há cerca de meio ano – ou seja, a diferença tem-se mantido constante entre os sete e os nove pontos percentuais.
Primeiro-ministro ininterruptamente desde 2010, depois de ter debutado no cargo entre 1998 e 2002, Viktor Orbán tratou de dramatizar a campanha eleitoral, acusando a União Europeia de um qualquer conluio com a Ucrânia para dinamitar as suas hipóteses de voltar a ser o mais votado. Orbán chegou mesmo ao ponto de vetar a criação de um pacote de financiamento comunitário da Ucrânia da ordem dos 90 mil milhões de euros – já depois de o ter aceitado. Para a mudança de posição, alegou que Kiev não quer restabelecer a utilização do oleoduto Druzhba, que liga a Rússia à Hungria, colocando em perigo a segurança energética do país.

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