Skip to main content

Municipais francesas clarificam presidenciais, mas apenas à direita

Na sequência das eleições municipais em França, a direita gaulesa clarificou a sua posição face às presidenciais de 2027.

Assim, na extrema-direita, a ‘semi-vitória’ do Rassemblement National – que não ganhou nenhuma grande cidade, mas atingiu uma hegemonia territorial que ainda não tinha – colocou o líder do partido, Jordan Bardella, na posição de candidato inquestionável. Isto, claro, se Marine Le Pen não conseguir uma nova vida política e a Justiça mantiver o impedimento em que a ‘mãe’ do partido concorra.
Na direita tradicional, Bruno Retailleau, presidente do grupo Les Républicains no Senado durante muitos anos e ministro do Interior em 2024‑2025, já disse que se candidataria às presidenciais – tendo optado por não se ‘queimar’ nas municipais.
Ora, ao centro – que está a desaparecer muito rapidamente à medida que Emmanuel Macron se aproxima do fim do seu último mandato como presidente – já há um candidato, num contexto em que a concorrência prometia ser feroz. No rescaldo das eleições municipais, a concorrência diminuiu muito e Édouard Philippe – o primeiro primeiro-ministro de Macron – que venceu em Le Havre, cimentou as suas aspirações à corrida presidencial. Aquele que podia ser um seu direto adversário, François Bayrou, outro ex-primeiro-ministro, tentou voltar a eleger-se presidente da câmara de Pau (que perdera em 2020), mas não conseguiu. Ou muito se enganam os analistas, ou a vida política de Bayrou chegou ao seu termo.
À esquerda, as municipais produziram exatamente o contrário: os socialistas não sabem o que fazer. Mas sabem que podem contar com a candidatura do ‘extremista’ Jean-Luc Mélenchon.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico