O ouro não atravessa o melhor dos momentos depois de ter atingido um máximo histórico a 29 de janeiro de 2026, quanto chegou aos 5.595 dólares por onça (4.909 euros à taxa de câmbio atual). A 10 de junho entrou em bear market [queda superior a 20% face a um pico] ao ritmo mais rápido desde 2008, calculado em 91 dias, de acordo com o Dow Jones. Nesse dia chegou a cotar nos 4.219 dólares por onça (3.702 euros). Este foi também o primeiro bear market da matéria-prima em quatro anos. E teve o pior desempenho trimestral [no segundo trimestre de 2026] em 13 anos.
Valorização do ouro pode ser impulsionada por bancos centrais mas persistem fatores que pressionam metal em baixa
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As quebras no ouro têm sido justificadas por fatores como a possibilidade de subida das taxas de juro pelos bancos centrais, pela subida da inflação, um dólar mais forte, e pela subida nas yields das obrigações, sublinham especialistas. As compras de ouro pelos bancos centrais é um fator que pode impulsionar a subida do ouro a que se juntam outros fatores como um agravamento da economia ou um novo choque geopolítico, uma mudança para expectativas de juros mais baixos ou uma onda de compras em quedas [do preço do ouro], assinalam analistas.