Um mês (e três dias) após a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, numa operação militar ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, a indústria petrolífera venezuelana fez entrar no mercado 799 mil barris de petróleo por dia (média de janeiro), mais 300 mil em relação a dezembro de 2025, ou seja, mais 60%. De então para cá, o preço do petróleo bruto (crude) e de petróleo refinado nos mercados internacionais não parou de descer. Os preços caíram mais 5% já este mês de fevereiro, continuando uma tendência que se vem consolidando ao longo do segundo semestre de 2025 – com um pico inferior abaixo dos 60 dólares por barril de brent registado no passado mês de dezembro.
Este registo obedece àquilo que pareceu sempre a estratégia de Donald Trump: encontrar uma nova fonte próxima de petróleo para os Estados Unidos; e encontrar uma fonte de fornecimento alternativa ao petróleo russo – cuja venda continua a financiar a guerra contra a Ucrânia. Foi no seguimento dessa estratégia que a Casa Branca autorizou a venda de petróleo venezuelano à China – o maior comprador internacional – e que voltou a insistir com a Índia para que deixasse de ser cliente da produção russa. Neste particular, há qualquer coisa que os analistas não percebem: Donald Trump anunciou que a Índia concordou em deixar de se abastecer na Rússia, mas, para já, nenhuma entidade oficial indiana confirmou essa decisão.
Um mês após prisão de Maduro, oposição desapareceu
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Ao contrário do que supunham os analistas, a oposição democrática não conta para nada e as eleições presidenciais são uma quimera longínqua. Para Donald Trump, está muito bem assim,