Skip to main content

Trump regressa à retórica de Taiwan e da Gronelândia

Presidente dos EUA diz que vai conversar com homólogo de Taiwan e enviado especial Jeff Landry afirma que é hora de os Estados Unidos “retomarem a sua presença na Gronelândia”.

Uma semana depois de ter iniciado uma visita de Estado à China, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que prepara uma conversa com o presidente de Taiwan, Lai Ching-te, uma decisão que os analistas classificam como contrária ao aparente bom entendimento que resultou do encontro com o seu homólogo chinês, Xi Jinping. Ou então, como dizem vários comentadores, a cimeira foi um ‘flop’ e Trump está a tratar de a deixar para trás, sendo certo que a questão de Taiwan é, como Xi Jinping deixou bem claro, central no relacionamento entre as duas maiores economias do mundo.
A conversa abre um precedente que até agora não existia: os presidentes norte-americanos costumam abster-se de conversar (pelo menos que seja do conhecimento público) com o presidente da ilha sobre a qual a China tem interesses hegemónicos. É certo que Trump falou com a anterior presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, no final de 2016 – mas na altura era apenas o vencedor das eleições presidenciais e não presidente empossado dos Estados Unidos. Para todos os efeitos, a conversa com Lai Ching-te não será do agrado de Xi Jinping e servirá, disso ninguém duvida, para lançar nova carga de tensão sobre as relações China-EUA. Espera-se uma reação ou uma qualquer medida retaliatória da parte de Pequim.
“Vou falar com ele”, disse Trump na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, “Falo com todos… Vamos trabalhar nisso, no problema de Taiwan”. Em resposta, e de acordo com a agência Reuters, o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan afirmou que o presidente ficaria feliz em conversar com o líder norte-americano. Recorde-se que, depois da conversa de 2016, o governo chinês apresentou uma queixa à administração norte-americana.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes, faça login ou subscreva o Jornal Económico