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Administração Trump aumenta pressão sobre Cuba

Mais onze líderes cubanos, desta vez atores, foram esta semana sancionados pela Casa Branca. A vida na ilha está a tornar-se insuportável. AUE tenta minimizar o caos.

A administração Trump continua a aumentar a pressão sobre Cuba, à medida a que a vida na ilha se torna todos os dias mais insuportável: num contexto em que o bloqueio norte-americano impede os habitantes de terem acesso a energia, os apagões são cada vez mais numerosos, desarticulando a existência das condições mínimas de sobrevivência, da mobilidade à saúde. A Casa Branca alega que está a “tomar medidas decisivas para proteger a segurança nacional dos EUA e privar o regime comunista e as forças armadas de Cuba de acesso a bens ilícitos”.
É neste quadro – “em conformidade com a Ordem Executiva 14404 do presidente Trump de 1 de maio de 2026, ‘Impondo Sanções aos Responsáveis pela Repressão em Cuba e por Ameaças à Segurança Nacional e Política Externa dos Estados Unidos’ – que esta semana “11 elites do regime cubano e três organizações governamentais, incluindo autoridades governamentais e figuras militares associadas ao aparato de segurança cubano, muitos dos quais são responsáveis ou envolvidos na repressão ao povo cubano” passaram para a longa lista de sancionados.
Os 11 mencionados elementos da elite são “atores alinhados com o regime”, e como tal co-responsáveis “pelo sofrimento do povo cubano, pela economia cubana em declínio e pela exploração de Cuba para operações de inteligência estrangeira, militares e terroristas”, refere nota oficial do Departamento de Estado. “Sanções adicionais podem ser avançadas nos próximos dias e semanas”, ameaça o Departamento.
Todas elas seguem no sentido de promover a Ordem Executiva 14380, “que orienta o Poder Executivo a melhorar os direitos humanos, incentivar o Estado de Direito, promover mercados livres e livre iniciativa, e promover a democracia em Cuba”. Trump está convencido, lê-se na ordem executiva, que Cuba apoia e presta assistência “a inúmeros países hostis, grupos terroristas transnacionais e atores malignos contrários aos Estados Unidos, incluindo o Governo da Federação Russa, a República Popular da China (RPC), o Governo do Irão, o Hamas e o Hezbollah”.
Segundo a chamada Lei Helms-Burton, um produto fabricado em qualquer país do mundo que contiver mais de 10% de componentes ou matérias-primas norte-americanas não pode ser vendido a Cuba, sob pena de o autor da transação poder ter de responder perante um tribunal norte-americano.

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