A depressão Kristin deixou o seu rasto pelo país durante o noite e madrugada de quarta-feira. Os dados apurados dão conta de cinco mortes, e de vários concelhos sem luz, água e dificuldades nas comunicações.
Depois do Joseph ter atingido o país, foi a vez da Kristin deixar a sua marca, tendo a rajada mais forte chegado aos 149 km/hora, segundo o IPMA. Os danos foram sentidos um pouco por todo o país, com a proteção civil a registar mais de quatro mil ocorrências.
O centro do país foi o mais afetado, nomeadamente Leiria, que ficou com carros destruídos, estradas intransitáveis, central de autocarros destruída, e ficou sem água, luz e telecomunicações.
O distrito registou a morte de quatro pessoas, e chegou a pedir a declaração de estado de calamidade, tendo sido o distrito mais afetado do país. Às 20h de quarta-feira, ainda havia falta de eletricidade no distrito, sendo esperado que possa demorar dias até estar retomada.
Entre os danos que a tempestade causou destaca-se a destruição de várias aeronaves, entre sete e nove, e do hangar da empresa de manutenção do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto, em Coimbra, o que causou prejuízos superiores a um milhão de euros.
O vento forte também causou falhas na rede elétrica e nos serviços de telecomunicações das quatro grandes operadoras, Meo, NOS, Vodafone e Nowo, deixando mais de 300 mil clientes sem serviços.
Já na rede elétrica, durante a manhã de quarta-feira cerca de 686 mil pessoas estavam sem acesso à eletricidade, de acordo com dados da E-Redes. Os distritos mais afetados foram Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal.
Foram muitas as escolas que estiveram fechadas devido ao mau tempo e à falta de condições.
Para além destes danos, foram várias as vias que ficaram intransitáveis devido a árvores caídas e até mesmo a camiões, que foram derrubados pelo vento. A ferrovia também não passou esquecida à Kristin, que deixou a linha do norte com comboios suspensos e causou dificuldades na linha de Sintra.
A travessia de barco entre Cacilhas e o Cais de Sodré também esteve interrompida durante a manhã de quarta-feira, mas conseguiu voltar ao normal.
Perante este cenário de terror em muitos concelhos do país, o Turismo Centro de Portugal já disponibilizou um formulário para que os municípios e os empresários possam reportar “as perdas materiais”.
A Fidelidade já ativou um plano de emergência para apoiar os clientes que foram afetados por esta tempestade, e reforçou os meios técnicos e humanos para garantir uma resposta rápida aos danos sofridos pelos seus clientes.
No mesmo sentido, a Generali Tranquilidade ativou todos os seus meios disponíveis para garantir assistência rápida às ocorrências registadas.