Será que a inteligência artificial (IA) vai destruir empregos? Um estudo do Banco Central Europeu (BCE) levanta o véu.
“Comparamos as empresas que utilizam a IA com as que não o fizeram e, em termos gerais, não encontrámos diferenças significativas nas suas contratações”, referiram os economistas do BCE, Laura Lebastard e David Sonderman, citados pelo El Economista.
O estudo revela que as empresas que usam a tecnologia têm uma probabilidade 4% maior de contratar mais pessoas, enquanto que as que investem em IA têm 2% mais de probabilidades de contratar mais pessoas.
O banco central diz ainda que a inteligência artificial precisa de novos empregos não só para "colocar em funcionamento" a tecnologia como também para "dar suporte" à tecnologia, transcreve a publicação espanhola.
Mas o banco central revela preocupação com as empresas que fazem uso da IA para a redução dos custos de mão-de-obra um cenário que acaba por ter um "efeito negativo" ao nível da contratação, adiantando que 15% das empresas que usam a IA admitem que os custos de mão-de-obra são um fator, porque são insuficientes para compensar os efeitos positivos.
O estudo sublinha que as empresas que planeiam investir em IA "têm mais probabilidades de ter expectativas positivas" para o crescimento futuro do emprego.