A temporada 2026-2027 do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC), a primeira com a assinatura de Pedro Amaral, inclui 21 espetáculos de dança em programação conjunta com a Companhia Nacional de Bailado (CNB), um Estúdio de Ópera e várias atividades educativas, de mediação e de responsabilidade social.
O país serve de palco a uma programação também marcada pelo canto lírico, claro. Estão previstas as óperas “Carmen”, de Bizet, em outubro, em Lisboa, e em novembro, em Ponta Delgada. “Un ballo in Maschera” (Baile de Máscaras), de Verdi, em abril de 2027, em Lisboa, e “Fidelio”, que assinala o bicentenário da morte de Beethoven, em fevereiro, em Almada, Porto e Bragança. Todas elas novas produções, a somar a cinco títulos nacionais: “Relicário Perpétuo”, de Luís Tinoco, “Os Dias Levantados”, de António Pinho Vargas, “Por todos nós”, de Eurico Carrapatoso, “O Rouxinol”, de Sérgio Azevedo, e “Mátria”, de Fernando Lapa. Este último assinala o início do projeto Eu na Ópera, no dia 20 de novembro.
Está dado o tom para a nova temporada. E como sublinhou Conceição Amaral, presidente do Conselho de Administração do OPART, que tutela o TNSC, ao Jornal Económico, Eu na Ópera é um projeto que conta com o apoio financeiro do Novobanco e que vai permitir pôr em prática “um modelo de ópera diferente, que se lance pelo país e estimule o gosto pela ópera”, salienta. Pedro Amaral, diretor artístico do São Carlos, realça, por sua vez, a aposta nos compositores portugueses, para dar palco “à vitalidade da criação lírica nacional.”
O concerto inaugural da Temporada Coral-Sinfónica, sob direção musical do maestro Antonio Pirolli, junta a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do TNSC, e terá como solista o pianista Georgijs Osokins. Realiza-se no dia 19 de setembro, no Teatro Camões, em Lisboa, e no Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra. O Coro do TNSC, sob a direção do seu maestro titular, Giampaolo Vessella, apresenta um programa de música coral americana, com peças de Aaron Copland, Samuel Barber, Howard Hanson, Randall Thompson, William Dawson Soon e Leonard Bernstein.
Já o Concerto de Natal traz a Missa em Si menor, de Bach, sob a direção do maestro Jean-Christoph Spinosi, com as sopranos Ana Quintans e Nina Spinosi, a meio-soprano Sara Mingardo, o tenor João Terleira e o barítono Hugo Oliveira. O maestro italiano Renato Balsadonna irá dirigir o concerto de Ano Novo, onde brilham obras de Donizetti, Bellini, Gounod, Alfredo Keil e Rossini, entre outros, interpretados pela Orquestra Sinfónica Portuguesa e o coro do TNSC.
São Carlos destaca obras de compositores portugueses
/
Com as obras de requalificação ainda em curso, a nova temporada 2026/27 do Teatro Nacional de São Carlos terá lugar fora de portas, em dez cidades do país. E conta, também, com uma colaboração com a CNB.