Calouste Sarkis Gulbenkian desconhecia ainda a sua veia de colecionador quando, aos 14 anos, num bazar em Istambul, comprou moedas gregas antigas com as cinquenta piastras que o pai lhe dera, como prémio pelos bons resultados académicos. Sabe-se que, aos 21 anos, Gulbenkian já vendia moedas antigas ao British Museum. Mas não foi por estas singelas transações que ficou conhecido como tendo um fino sentido para os negócios. O seu nome impôs-se como financeiro, conselheiro económico, diplomata, entre outros, mas também como colecionador de arte.
Calouste Sarkis Gulbenkian, um homem do mundo
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Nasceu no tempo do império otomano, construiu uma fortuna alicerçada no setor do petróleo e reuniu uma das mais importantes coleções privadas de arte internacional. A Fundação que leva o seu nome celebra 70 anos. Data redonda festejada, também, com a reabertura do Museu Gulbenkian, parte integrante do seu anseio de sempre: contribuir para o “aperfeiçoamento da humanidade”.