O inesperado acontece quando somos arrebatados por algo. Pode ser uma fragrância, uma paisagem, um livro, uma pintura. Não acontece a todo o instante, claro. Menos ainda quando o arrebatamento envolve moldes antigos que deram vida a esculturas mas que, sem elas dentro, ficaram órfãos de sentido. Alinhados ordeiramente em estantes a perder de vista nos dois pisos cimeiros do ateliê da Réunion des Musées Nationaux (RMN), despertaram a curiosidade de Sam Baron, designer francês que vive e trabalha entre Portugal e França.
Samotrácia em Lisboa pelas mãos de Sam Baron
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Um dos mais criativos designers franceses a viver em Portugal descobriu o savoir-faire dos artesãos do gesso. Em “Rostos/Visages”, Sam Baron resgata moldes antigos e dá-lhes asas.