Num contexto global marcado por profundas transformações geopolíticas, económicas e tecnológicas, a relação entre a Europa e África ganha uma relevância crescente, assumindo-se como um eixo essencial para a construção de um futuro mais equilibrado e sustentável.
No EurAfrican Forum, destacou-se a necessidade de repensar esta ligação, valorizando o potencial africano e o papel singular de Portugal como facilitador desta aproximação.
António Calçada de Sá, presidente do Conselho da Diáspora Portuguesa, defendeu uma mudança de paradigma na forma como África é encarada, sublinhando que o continente deve ser visto como “um parceiro estratégico de futuro”, assente na cooperação, inovação e transferência de conhecimento, e não apenas como recetor de ajuda ou fonte de recursos. Destacou a importância da rede global de portugueses e lusodescendentes como motor de ligação entre geografias, capaz de impulsionar parcerias entre empresas, universidades e instituições.
Também José Manuel Durão Barroso, chairman do EuroAfrican Forum e antigo presidente da Comissão Europeia, reforçou a centralidade da relação euro-africana, afirmando que será “uma das mais determinantes do mundo”.
Num cenário internacional cada vez mais fragmentado, alertou para a necessidade de construir uma parceria assente no investimento, na inovação e no respeito mútuo. Para Barroso, África não deve ser vista apenas pelos seus desafios, mas sobretudo pelas oportunidades que representa, destacando a sua juventude, dinamismo e crescente peso na economia global.
Pedro Oliveira, Dean da Nova School of Business and Economics (Nova SBE), sublinhou que Europa e África estão ligadas por “um futuro comum que temos de construir em conjunto”.
Reconhecendo os desafios existentes, defendeu que a prosperidade exige cooperação, confiança e relações duradouras. Destacou ainda o papel da academia na promoção desta ligação através da investigação, da formação e da atração de talento africa
Portugal, a ponte estratégica entre Europa e África
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As dinâmicas globais estão a redesenhar prioridades económicas e políticas. A parceira euro-africana é uma das mais promissoras respostas.