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Pode a literatura ser casa?

A pergunta é retórica. Claro que a literatura é casa.

Para todos aqueles que a acarinham, que voam para longe com e através dela. Ou para muito perto, até à Póvoa do Varzim, para mais uma edição do Correntes d’Escritas. Que presta homenagem a Laborinho Lúcio, convocando, também, o seu repto como tema: “A Casa”. Ou não tivesse ele apelado à criação de “um título que represente a pertença de todos quantos nelas participaram ao longo dos anos, que faça sentir o afeto que todos ligou, que dê expressão ao sentido efetivo desta comunidade em que nos tornámos e onde se criaram elos, cumplicidades indestrutíveis.” Esse título só pode ser um: “A Casa”.
Cerca de uma centena de autores participam neste Correntes, distribuídos por 11 mesas, correntes itinerantes, sessões em escolas, como é habitual, entre muitas outras atividades. Sem esquecer o lançamento de livros. Como “Uma Longa Viagem com Lídia Jorge”, de João Céu e Silva, autor da Contraponto Editores, previsto para 26 de fevereiro. Ou “O lugar da incerteza”, de Patrícia Reis, que regressa ao romance na Companhia das Letras (27 de fevereiro). Para destacar apenas dois entre os muitos que esperam o público nesta 27ª edição.
Não só haverá regressos, como autores que se estreiam no Correntes. E que em breve, queremos acreditar, irão subscrever as palavras de Rui Zink. “Lar é um sítio onde nos sentimos em Casa, e ao qual nunca chegamos como estranhos, apenas regressamos. Um lugar onde o que quer que tenhamos feito pelo mundo (...) nos é perdoado. As Correntes são, para mim, esse lugar.”

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