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Pedro Proença quer reduzir carga fiscal que "discrimina" indústria do futebol em Portugal

Para a FPF, essa pressão dos custos de contexto é "agravada pela necessidade de rever o atual modelo de financiamento" do futebol em Portugal. Na época 2024/25, os clubes portugueses pagaram 268 milhões de euros em impostos.

A sustentabilidade e competitividade do futebol português é um dos eixos estratégicos que constam no plano estratégico que a Federação Portuguesa de Futebol definiu em conjunto com a consultora EY para o desenvolvimento da modalidade até 2036.

O plano estratégico que abrange o período de 2024 a 2036 estabelece dez eixos estratégicos: nova era de governação; reforma da disciplina e justiça; projeção da marca FPF; Mundial 2030; afirmação do futebol feminino; revolução na arbitragem; sustentabilidade e competitividade no futebol; plataforma de conhecimento e inovação; da base às seleções de excelência e uma Federação ao serviço da comunidade.

A redução de custos de contexto, que passam por impostos como o IVA, IRS e IRC assim como prémios de seguros, são uma das grandes bandeiras da FPF neste plano estratégico. Para a Federação, estes custos consomem recursos "essenciais" e "limitam" a capacidade de investimento das estruturas desportivas.

Para a FPF, essa pressão dos custos de contexto é "agravada pela necessidade de rever o atual modelo de financiamento" do futebol em Portugal. Na época 2024/25, de acordo com o anuário da EY, a indústria do futebol gerou mais de 662 milhões de euros para o PIB nacional e pagou 268 milhões de euros em impostos.

Perante aquilo que a FPF designa de "desajustamento dos quadros competitivos face à realidade económica de muitos clubes", acaba por ser, no entender da FPF, uma intensificação da pressão sobre orçamentos desde logo altamente limitados.

Nesse sentido, a FPF quer apoiar os seus associados no sentido de "fortalecer a resiliência financeira" e dá como exemplo as candidaturas a fundos comunitários ou o apoio ao futebol não profissional decorrente das receitas da centralização dos direitos audiovisuais.

Independentemente destas iniciativas, a FPF coloca enorme ênfase na redução dos custos de contexto que "pesam sobre clubes e associações", com recurso à capacidade de influência política. Pedro Proença recorda a taxa máxima de IVA que limita a competitividade da indústria do futebol português perante a sua concorrência direta e até recorda o fim do programa Regressar, que permitia o regresso de jogadores a Portugal com benefícios fiscais.

EUA e Arábia Saudita: mercados estratégicos (à boleia de CR7)

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que há um ano é presidida pela direção de Pedro Proença, definiu os EUA, os países da lusofonia e a Arábia Saudita como mercados estratégicos. Esta é uma das ambições vertidas no plano estratégico que a FPF apresentou esta terça-feira e que visa redefinir o futebol português até 2036 e é delineado em parceria com a EY.

O plano, que pretende a reformulação do futebol em Portugal nos próximos dez anos, está assente em dez eixos estratégicos, nos quais contam, entre outros, a projeção e valorização da marca FPF, o impacto do Mundial 2030 e a sustentabilidade e competitividade no futebol.

E é precisamente através da projeção da marca FPF que o órgão federativo presidido por Pedro Proença quer chegar e aprofundar a sua presença em mercados como o norte-americano, árabe e lusófono, com a internacionalização da marca. Assim, definiu Pedro Proença, a FPF tem a ambição de ser a quinta maior marca desportiva mundial. Até 2036, a meta está definida: atingir 70 milhões de euros em receitas através de patrocínios, licenciamentos e merchandising.

Um dos objetivos passa pela exportação da conferência Portugal Football Summit com uma cadência semestral e que a mesma possa vender e promover o futebol português além fronteiras, com especial ênfase para os destinos definidos agora como mercados estratégicos.

E para lá chegar, a FPF conta com a ajuda de Cristiano Ronaldo já que, no entender do presidente da Federação, a marca CR7 "funde-se" com o futebol português e as duas marcas "estarão sempre ligadas". O dirigente espera que Cristiano Ronaldo jogue "mais um par de anos" e acredita que FPF e CR7 possam trabalhar em conjunto.