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Parlamento Europeu suspende acordo comercial entre UE e EUA

O Parlamento Europeu decidiu suspender o processo de ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, como forma de responder à ameaça de imposição de novas tarifas se o bloco não aceitar as pretensões sobre a Gronelândia.

O Parlamento Europeu decidiu suspender o processo de ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, respondendo assim de forma considerada dura à ameaça de imposição de novas tarifas se o bloco não aceitar as pretensões sobre a Gronelândia. A decisão surge depois de um acordo entre os principais grupos políticos que fazem parte do parlamento conjunto do bloco – e foi inicialmente anunciada pela presidente do grupo S&D (socialista), Iratxe García Pérez.

O Partido Popular Europeu (PPE, de direita), o maior grupo do Parlamento Europeu, também confirmou o congelamento das discussões sobre o acordo. Não permitir que as empresas americanas acedam ao mercado europeu com isenção de direitos aduaneiros é “um instrumento muito poderoso”, disse o líder do grupo PPE, Manfred Weber.

É "uma alavanca extremamente poderosa. Não creio que as empresas aceitem desistir do mercado europeu", concordou Valérie Hayer, presidente do grupo centrista Renew.

Alguns membros da extrema-direita opuseram-se ao congelamento do acordo. “Achamos que é um erro”, afirmou Nicola Procaccini, copresidente do grupo ECR.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, repetiu nas redes sociais a posição da União Europeia sobre a ilha: "A Gronelândia pertence ao seu povo. Nenhuma ameaça ou tarifa vai mudar isso. A nossa resposta deve ser manter a calma, manter as nossas posições e agir juntos", escreveu.

O acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia foi concluído em julho, após meses de tensões entre as duas autoridades, tendo sido considerado pelo lado europeu como uma espécie de ‘mal-menor’. Mas a Comissão não se livrou de ser pouco eficaz na condução das negociações – que levaram a que o bloco ficasse numa posição menos favorável que, por exemplo, o Reino Unido.