A sala de Miguel Saraiva, fundador e acionista de referência da S+A, fica no piso superior do ateliê. É um espaço um pouco caótico, como convém a quem vive da criação. Há estantes carregadas de livros, maquetas espalhadas pela mesa e mensagens de liderança coladas nas paredes. Num dos cantos destaca-se um carrinho de serviço da companhia aérea Turkish Airlines, comprado na internet, para lhe recordar um dos períodos mais exigentes da sua carreira, os anos da crise financeira, entre 2008 e 2014, quando teve de dar três voltas ao mundo em busca de trabalho para manter o negócio de pé. Passou pela Argélia, Brasil, Vietname, Cazaquistão, Malásia, Singapura e China. “Viajei sempre em classe económica”, recorda. “Tivemos quatro anos sem emitir uma única fatura em Portugal”, diz ao Jornal Económico.
O maior ateliê de Portugal
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Fundado em 1996 por Miguel Saraiva, o ateliê Saraiva e Associados (S+A) tem projetos na Europa, África, Ásia e América. Fatura 15 milhões de euros e emprega 150 profissionais. Da Infinity Tower em Lisboa ao Forte Bank no Cazaquistão soma projetos em 30 países. As grandes empresas e fundos de investimento continuam a bater à porta do maior ateliê português.