Enquanto a Europa e os Estados Unidos olhavam para os contentores que chegavam aos seus portos carregados de produtos de baixo custo, Pequim pensava já em algo muito diferente. Pensava no Pireu, em Gwadar, em Hambantota, em Djibuti e numa rede global de comércio, energia e influência que um dia lhe permitiria transformar a sua força económica em poder geopolítico. Era útil, mas não inspirava respeito. Era necessária, mas não parecia destinada a liderar. Hoje, essa visão tornou-se uma relíquia arqueológica.
O dragão acordou
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Napoleão Bonaparte terá dito, ou pelo menos a História atribuiu-lhe a frase, que a China era um gigante adormecido e que, quando despertasse, faria tremer o mundo. Durante décadas, o Ocidente ouviu esta advertência como quem lê uma profecia distante. A China era a fábrica do planeta, o território das cópias baratas, dos brinquedos de plástico e das camisolas produzidas em massa.