As exportações representam 33% de toda a indústria transformadora portuguesa. O ano de 2025 registou quatro dos melhores resultados mensais de sempre, sendo que 75% das exportações setoriais nacionais seguiram para países da União Europeia e 25% destinaram-se a mercados extracomunitários. Os principais parceiros comerciais continuaram a ser Espanha, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Estados Unidos. Espanha e Alemanha destacaram-se com o maior crescimento absoluto no ano passado – o que diz alguma coisa sobre o ‘reaquecimento ‘ da economia germânico e o excelente momento de forma de Espanha. A receita total do setor aproximou-se dos 40 mil milhões de euros em 2025, num universo de cerca de 23 mil empresas (que empregam diretamente 250 mil trabalhadores), que representam cerca de 22% do total da indústria transformadora nacional. Mas, apesar destes valores, Rafael Campos Pereira, não se esqueceu, quando os deu a conhecer, que “a Europa tem falhado no equilíbrio das suas políticas económicas, deixando desprotegida uma indústria que compete com países que muitas vezes aplicam medidas protecionistas amplas”. Ou seja, “a indústria metalúrgica e metalomecânica, fruto de medidas europeias desajustadas, está hoje sujeita a um ambiente concorrencial desequilibrado”. O novo enquadramento europeu para as tarifas sobre a importação de aço – largamente vaiadas pela federação europeia European Metal Union – e os regulamentos do Mecanismo de Ajustamento Carbónico Fronteiriço (CBAM), eram dois temas de fricção.
Números confirmam performance positiva do setor em 2025
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As exportações portuguesas de metalurgia e metalomecânica atingiram em 2025 um novo recorde de 24.169 milhões de euros, acelerando a taxa de crescimento anual de 2,2% em 2024 para 3% no ano passado.