Skip to main content

Mercadona vai abrir mais 12 lojas em Portugal e chega ao Algarve este ano

Para 2026, a retalhista espanhola tem planeado um investimento de 150 milhões de euros para Portugal, com a abertura de 12 novas lojas, chegando agora ao Algarve.

A Mercadona vai abrir 12 lojas em Portugal este ano, e vai chegar ao sul do país, com a abertura de loja no Algarve marcada para o final do verão, revelou Juan Roig, CEO da Mercadona, durante a apresentação de resultados, que decorreu em Valência, esta terça-feira, num evento em que o JE marcou presença.

Com as novas aberturas, a retalhista espanhola vai conseguir chegar a quatro novos distritos, Faro, Vila Real, Beja e Castelo Branco. Durante o ano de 2025, a empresa abriu nove lojas em Portugal, tendo este ano já aberto a segunda loja na Alta de Lisboa, sendo a 70.ª loja da cadeia.

Viseu, Covilhã, Sintra, Moita, Beja, Vila Real, Portimão, Faro, Amarante, Maia e Esposende foram as 12 localidades escolhidas para as novas aberturas, estando planeado as primeiras lojas a abrirem serem a da Portimão, Faro, Covilhã, Vila Real e Beja. A expansão para as ilhas ainda não está planeada.

Para este ano o investimento que a empresa prevê para o nosso país é de 150 milhões de euros.

A retalhista já conta com uma quota de mercado em Portugal de 8,8%.

Juan Roig afirmou que "Portugal está cada vez melhor" contudo refere que "temos de ser mais portugueses. Falta conhecer muito mais a realidade e saber muito mais de Portugal. Temos um bloco logístico em Almeirim, vamos conhecendo a realidade portuguesa, mas ainda falta. Estamos a tratar de saber tanto de Portugal como os portugueses sabem de Espanha".

A empresa fechou 2025 com um crescimento de 18% na faturação em Portugal e um lucro de 26 milhões de euros, contudo o CEO sublinha que "temos de continuar a melhorar os lucros, mas estamos muito satisfeitos de como vão as vendas em Portugal".

Durante a apresentação de resultados o CEO foi questionado sobre a incerteza que se vive com o conflito no Médio Oriente, que tem levado a um aumento dos preços do petróleo. "Se as matérias primas sobem ou descem nós subimos ou descemos, não podemos interferir no preço das matérias", salienta, referindo que "não sabemos o que vai acontecer a partir de amanhã nem quanto tempo vai demorar a guerra".

"O futuro é incerto, ninguém podia imaginar o covid, as tempestades, a guerra na Ucrânia, contudo nós empresários temos de nos adaptar, não sabemos o que se vai passar", salienta.

Questionado sobre um possível regresso ao IVA Zero, o CEO afirma que "adoraria que os dois governos voltassem a avançar com esta medida".