Angola projeta-se cada vez mais como um destino atrativo para investimento internacional, destacando-se o turismo, que está no centro da estratégia de desenvolvimento económico. Esta foi a mensagem de Márcio Daniel, ministro do Turismo de Angola, no evento Doing Bussiness Angola 2025, que decorreu hoje em Lisboa. "Angola celebra, este ano, 50 anos da proclamação da independência. É momento de celebrar com responsabilidade mas é crucial que façamos a questão: Que angola queremos para os próximos 50 anos?", questiona Márcio Daniel.
Nesse sentido, o ministro reforça o papel do Estado "amigo do investimento e do investidor, que faz do sucesso económico do setor privado a sua missão e obsessão". "Um estado preocupado em remover todas as barreiras democráticas. O turismo é grande aposta no plano político e o nosso trabalho vai no sentido de criar condições para estar na rota do investimento em grande escala", sublinha o governante.
Nesse sentido, o ministro realça a aprovação, em sessão do Conselho de Ministros, no dia 28 de maio, do Programa Simplifica Turismo, uma iniciativa orientada para a simplificação de procedimentos administrativos no setor, com o objetivo de impulsionar o ambiente de negócios, atrair investimento e reforçar a competitividade do destino Angola. O Programa surge como resposta à necessidade de tornar o sector turístico mais eficiente e com menor carga burocrática para empresários, investidores e cidadãos, alinhando-se com os compromissos do Governo em matéria de modernização administrativa e desenvolvimento económico sustentável.
"Por isso lançamos um apelo firme e confiante: invistam em angola, invistam no setor do turismo", este é o repto lançado por Márcio Daniel aos investidores, destacando os hotéis, eco-resorts ou parques temáticos, entre outras infraestruturas. "Sejam pioneiros na transformação de um país com enorme potencial e que orgulhe todos os angolanos", afirma o governante.
Esta é a terceira edição do evento Doing Bussiness Angola 2025, que reuniu decisores públicos, empresários e investidores para debater temas estruturantes como o ambiente de negócios, privatizações, financiamento da economia, merca do financeiro, petróleo e gás, turismo e os desafios da Lusofonia num mundo em mudança.