É na reforma tecnológica do Estado que se joga nos próximos anos o lugar de Portugal na Europa. Porque o papel que tem na estruturação do mercado e no processo de adoção de novas tecnologias é fundamental. Pode ser um acelerador. Deve ser.
Esta foi a principal ideia defendida por Manuel Dias, presidente da Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) e Chief Technology Officer (CTO) do Estado no encontro de executivos “Confiança Digital”, promovido pelo Jornal Económico (JE).
“Vivemos uma transição tecnológica sem paralelo na história — económica, social e, acima de tudo, geopolítica”, afirma Manuel Dias. “Quando falamos de transformação digital, falamos muitas vezes de tecnologia, mas, na verdade, o verdadeiro tema é outro: confiança. Sem confiança, não há adoção. Sem adoção, não há impacto. E sem impacto, não há transformação”, acrescenta.
Manuel Dias “O Estado é um dos principais arquitetos da confiança digital”
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A adoção acelerada da IA pode acrescentar entre 18 e 22 mil milhões de euros ao Produto Interno Bruto português.